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Associação Brasileira dos Usuários de Fitoterapia e dos Educadores Para a Preservação do Meio Ambiente |
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CULTIVO DA FLORA MEDICINAL
AFITEMA Rio de Janeiro - 2003 <><><><><><><<><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><> CULTIVO PROGRAMADO DA FLORA MEDICINAL I) Apresentação Urge-se por um projeto nacional de
cultivo de plantas medicinais, visto que há um grande interesse das pessoas,
pelo uso das terapias naturais, provocando uma demanda cada vez maior de
ervas medicinais. A exploração atual, por extrativismo, vem demonstrando que
há interferência, no equilíbrio das florestas, podendo até dizimar algumas
espécies, em breve. O cultivo programado das
plantas medicinais, segue as normas e os aspectos técnicos das demais
espécies cultivadas, com finalidade econômica da produção de alimentos.
Apenas alguns aspectos precisam ser levados em consideração: - as plantas medicinais devem ser
cultivadas em habitat semelhante ao de sua ocorrência na natureza; - no cultivo deve-se observar o não
uso de agentes químicos, que podem alterar a constituição de seus valores
biológicos e medicinais; - os aspectos
bióticos e abióticos peculiares a cada planta também devem ser atendidos. II) Aspectos técnicos
básicos: 1 - RELATIVOS AO
CULTIVO DAS PLANTAS MEDICINAIS: Poucas são as espécies cultivadas com
a finalidade estritamente medicinal. O jaborandi já
é cultivado para a produção industrial da pilocarpina,
a Ginko biloba, o Ginseng, a malva e poucas outras são cultivadas tecnicamente
com finalidade terapêutica. O cultivo caseiro é o mais comum, e vem desde as
épocas mais remotas. Na China e na Índia o cultivo é mais intensificado. No
Brasil as plantas de uso alimentar e que têm propriedades medicinais, são
bastante cultivadas, assim também as com finalidade de produção de
condimentos e que possuem propriedades terapêuticas. No geral as plantas
medicinais não são cultivadas tecnicamente, elas são colhidas nas florestas,
nas savanas, nas capoeiras, nos pastos, sem nenhuma tecnologia apropriada,
muitas vezes, até prejudicando os ecossistemas onde habitam. Para o cultivo das plantas medicinais
há necessidade de se ter em mente, qual a finalidade da produção: - produção de raízes: jurubeba, milhomem, etc.; - produção de mudas: quase todas; - produção de folhas: a maioria
delas; - produção para extração de óleo,
látex, resinas, princípios ativos industrializados : copaíba, cumanã, mulula, dendê, almécega, jaborandi, malva,
etc. ; - produção diversificada para
pesquisa, com finalidade educativa, culturais e para
demonstrações: diversas; - produções com finalidades mistas:
alimentar e medicinal : ameixa, goiaba, caju, chuchu, jiló, almeirão, agrião,
baunilha, bardana, acerola, etc. - produção de condimentos e medicinal
: manjericão, hortelã da horta, hortelã pimenta, alecrim, urucum, alfavaca,
poejo, orégano, etc. O cultivo também deve levar em
consideração o tipo de porte da planta, como: - as árvores: almécega,
eucalipto, jamelão, tamarindo, abacateiro, cumanã, sucupira, jucá embaúba,
pata de vaca, etc.; - os cipós: milhomem,
insulina, guaco, salsaparrilha, cipó chumbo, cipó
cabeludo, cipó suma, chuchu, cipó caboclo, cipó cravo, cipó almécega, cipó abútua, cipó são
João, cipó prata, etc. -- plantas arbustivas de porte médio
: assapeixe, boldo Vernônia,
jurubeba, guando, algodão, panacéia, ; -- arbustivas de porte menor: boldo
comum, calêndula, camomila, macela, carqueja, erva macaé, erva cidreira, girassol, gervão,
pariparoba, berinjela, jiló, tomate, etc.; -- plantas de porte menor e cultivadas em canteiros (horta): alecrim, arruda, confrei, tranchagem, serralha,
serralhinha, dente de leão, agrião do Pará, açafrão, gengibre, etc. É importante também observar o
terreno que se dispõe para o plantio: a área, o relevo, se é encharcado, se é
arenoso, argiloso, a acidez do solo, as condições de produção de matéria
orgânica, o clima da região e quais as plantas que podem desenvolver-se nele. As plantas medicinais podem ser
cultivadas em vasos (caseiro), em áreas livres em forma de canteiros (horta),
podem ser ainda em monocultura ou policultura, os sistemas de produção podem
ser convencional, tecnificado ou em sistema de
agricultura orgânica ( o mais indicado). 2- REPRODUÇÃO E MULTIPLICAÇÃO DAS
PLANTAS MEDICINAIS : a - Por sementes -
a maioria das plantas se reproduzem por sementes. Elas devem ser colhidas na época certa,
selecionadas, armazenadas com o grau de umidade ideal, e quando for usada,
deve-se fazer o teste de germinação, algumas sementes precisam ser escarificadas para facilitar sua germinação, por exemplo a sucupira. - quanto ao cultivo, as sementes
podem ser usadas para: 1-plantio direto; 2-semeio para produção; 3-semeio para repicagem, transplantes
e produção de mudas b- Por estaquias
- as estacas verdes do caule, raiz, brotos, rizomas, ramas, estolões, servem
para a produção de mudas ou para o plantio direto. c- Por alporquia
- este método é mais complexo, serve para a multiplicação de uma planta de
porte maior, provocando o enraizamento de um dos
galhos de uma árvore, por exemplo. d- Por enxertia - este método
consiste em retirar uma borbulha de uma planta mais produtiva e colocá-la em
outra mais resistente às intempéries.
e- Por clonagem método biotecnológico onde se multiplica, as
plantas, por células, em laboratório. f- Por mergulhia - método onde ramas
ou galhos da planta são mergulhados no solo próximo a ela,
e depois retiradas as mudas. g- Por folhas - algumas plantas se
reproduzem por folhas - por exemplo: a fortuna Obs.: cultivar - designação
técnica de uma determinada planta com expressiva capacidade de produção
dentre as demais da mesma espécie (seleção). Planta exótica trazida de outro país para o BRASIL. Repicagem - operação que consiste em retirar as
mudas da sementeira, para outro local(vaso, outra
sementeira ou para o local definitivo) 3- PRODUÇÃO DE MUDAS DE PLANTAS
MEDICINAIS: Para se produzir mudas é necessário
que se tenha um espaço físico suficiente para a instalação de um viveiro ( estufa ) e uma área livre de aclimatação das plantas,
também é necessário que tenha água suficiente, para irrigação. Viveiro ou estufa - deve ser uma instalação simples e
funcional, sua construção deve ser em local de fácil manejo e deve ter um
pé-direito de 4 m de altura, ser coberta de forma a proporcionar 50% de luz
solar, se possível toda fechada com tela e com ventilação natural, de
preferência. A cobertura pode ser de palhas, bambus sombrite
etc. o piso deve ser de terra batida e com dreno de areia. Dentro da estufa
se coloca cavaletes onde vão ficar as bandejas que funcionarão como
sementeiras de germinação. Também se faz os canteiros onde vão ficar as
mudas, em recipientes próprios ( sacos plásticos,
sacos de leite, garrafa plástica, latas, colmos de bambus, cestas, cuias,
torrões paulistas, etc. ). Sementeiras - local onde são colocadas as
sementes para germinarem. Pode ser em forma de canteiro ou em forma de bandejas, neste
local deve-se ter forma de se identificar qual foi a
planta semeada e a data do semeio. A irrigação dela deve ser feita com muito
cuidado. Área livre de aclimatação e repouso
das mudas. - neste
espaço são colocadas as mudas já formadas para irem para seu local
definitivo. Deve ter pouca sombra e também área aberta com toda insolação
natural. As mudas podem serem arrumadas em canteiros
no solo, ou embaixo de árvores. Nesse local a irrigação deve ser mais
constante. Manejo das mudas - Após ter escolhido o local e
construído o viveiro, inicia-se o semeio, na época correta. Deve-se semear em
cada bandeja contendo terra e areia lavada, apenas uma espécie de cada vez,
tendo o cuidado de anotar a lápis o nome da planta e a data do semeio, que
deve ficar presa à bandeja. Antes do semeio deve-se fazer o teste
de germinação. Entre 7 a 15 dias as plantas nascem, nessa data deve-se fazer
a 1ª seleção delas, eliminado as com defeito. Entre 15 a 30 dias do semeio
deve-se fazer o transplantio para o vaso ou para o
canteiro, ou ainda fazer o plantio em local definitivo. Uma
série de cuidados devem ser observados: -a plantinha não deve ficar muito tempo exposta, ao plantá-la deve-se observar se as raízes
estão corretamente colocadas; -a irrigação diária é importante
tanto na sementeira como nos canteiros; -as mudas formadas ficam no canteiro
por 3 a 6 meses, dependendo da espécie plantada, a partir daí devem ir para a
área de aclimatação, onde também devem ser irrigadas diariamente, dependendo
do clima, chuvas, etc.; -quando a multiplicação for por
estaquia, esta, deve ser feita diretamente no vaso onde vai ser formada, ou
ainda diretamente no local definitivo; -as estacas podem ser colocadas em
caixas de madeira contendo areia lavada, para o seu enraizamento
e depois plantadas nos vasos de mudas; -as estacas de caule, devem ter em
torno de 20 a 30 cm de comprimento, e possuírem um número significativo de
gemas vivas, devendo ter o cuidado de colocá-las em posição correta, isto é,
a parte superior para cima. Nas estacas de raiz, também segue o mesmo
raciocínio. Quando por enxertia, estas devem ser
feitas no local definitivo ou nas mudas já formadas, e quando por alporquia, as mudas devem ir para os seus locais
definitivos. Quando por mergulhia, as mudas formadas podem ser aclimatadas no
viveiro ou irem direto para o local definitivo. A clonagem para produção de mudas,
somente deverá ser feita em laboratório de biotecnologia,
suficientemente montado. 4-CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS
SOLOS: Solo é a parte superficial da crosta
terrestre, divide-se em camadas, chamadas de horizontes ( A;
B; C e D ), a parte mais profunda chama-se subsolo, a mais superficial é
chamada de solo agricultável, onde as plantas se nutrem. Existem diversos tipos de solos:
secos, encharcados, ricos, pobres, arenosos, argilosos, arenoargilosos,
argiloarenoso. Eles podem ser de origem sedentária,
aluvionais ou hidromórficos.
De coloração amarela, roxa, preta, vermelha, alaranjado,
etc. Classificados como latossolo, podizolico e húmus. As propriedades do solo: físicas, químicas e biológicas. Físicas: relacionadas ao tamanho das
partículas do solo. Para melhorar estas propriedades, é importante fofar o solo, manualmente ou através da aração. Químicas : relacionado com a formação química
do solo. Os principais elementos químicos do solo, usado pelas plantas são:
Nitrogênio(N), Fósforo(P), Potássio(K), em segundo o Cálcio(Ca) e o Enxofre(S) e em terceiro os microelementos, Se, Mg, Mn, Fe e outros. A água e o ar também são importantes no
solo. A acidez é prejudicial, é causada pelo excesso de Al, para corrigi-la,
usa-se o calcário dolomitico, extraído de um rocha apropriada. A adubação dos solos deve ser feita com matéria orgânica, através de adubação verde ou esterco
curtido, composto orgânico ou ainda húmus. Se usar o esterco de
animais deve-se ter o cuidado de observar, se os animais não usaram alguns produtos
químicos, pois estes podem influir na composição do princípio ativo das
plantas medicinais. Para se saber qual a constituição
química do solo, faz-se a análise do solo. Como coletar amostra de solo para
análise : coleta-se terras de diversos pontos do terreno, mistura-se todas as
terras num vasilhame de plástico, coloque uma porção de aproximadamente meio
quilo em um saco de plástico e envie-a para o laboratório, após
identificá-la. Cada amostra deve representar em torno de um hectare do
terreno. Biológicas: relacionada às vidas existentes no
solo. Pequeninos seres vivos que vivem no solo, decompondo as folhas secas
que caem , etc., são os fungos, bactérias, minhocas e outros. Conservação do solo Os solos em relevo acidentado,
necessitam ser protegido da erosão, através de práticas de cultivos: - plantio em nível; - cordão em contorno; - capinas em faixas alternadas; - terraceamento; - banquetas individuais; - adubação verde ( mucuna preta, siratro,
operária, guando, crotalária
e outras leguminosas ); - encoivaramento em nível; - rotação de culturas; - evitar queimadas. 5- O PLANTIO: Para se efetuar o plantio, há
necessidade de se programar as espécies que se deseja plantar, pois cada espécie têm suas exigências próprias, como: - espaçamento, entre plantas; - época do plantio; - finalidade da produção; - área disponível; - tipo de solo disponível para cada
espécie; - disponibilidade de água, etc. O plantio deve ser feito em dias de
pouca insolação. A cova para o plantio deve ser preparada e adubada 15 dias
antes. Quando colocar a muda na cova, apenas as raízes devem ser enterradas,
até o nível do colo da planta, evitando enterrar o caule da mesma. 6 - OS TRATOS CULTURAIS:
No trato com as plantas, é necessário
levar em consideração os aspectos particulares de cada uma delas, por
exemplo: o guaco é uma trepadeira, portanto
necessita de estaqueamento, ou o plantio próximo a alguma árvore. As
arbustivas maiores e as árvores necessitam de um espaçamento de acordo com a
projeção de suas futuras copas. As herbáceas devem ser plantadas em canteiros
e irrigadas diariamente no verão e de 3 em 3 dias no inverno. O controle das ervas daninhas deve
ser feito apenas nas proximidades das plantas, deixando o terreno sempre
coberto com vegetação. As podas devem ser feitas nas épocas
certas de forma a manter a planta sempre limpa e verde. Cercas vivas são
importantes para evitar depredações por animais. O meio ambiente não deve ser
poluído e a água deve ser potável e de nascente, de preferência. O controle fitossanitário
deve ser o mais natural possível, as pragas devem ser catadas a mãos ou fazer
controle biológico. As doenças devem ser controladas retirando-se as folhas
manchadas e queimando-as. As plantas totalmente atacadas por doenças, devem
ser queimadas em local apropriado. O uso da água de fumo é recomendado para o
controle de pragas.A irrigação deve ser recomendada
de acordo com a espécie plantada, nas hortas é mais intensa, nas áreas livres
devem ser semanalmente, de acordo também, com a precipitação pluviométrica
local. Em solos inundados deve-se efetuar o dreno, em sistema de valetas,
podendo também plantar as ervas que toleram locais assim, como: chapéu de
couro, ninféias, taboa etc. 7 - COLHEITA E CONSERVAÇÃO DAS
PLANTAS MEDICINAIS: A colheita depende da parte da planta
que será utilizada ( raiz, casca da raiz, rizoma,
bulbo, tubérculos, caule, casca do caule, látex, sumo, resina, lenho, cipós,
ramos, folhas, flores, botões florais, estigmas, pólen, frutos, cascas dos
frutos e sementes); é importante observar a época da colheita ( na floração a
planta é mais rica em princípios ativos), algumas plantas são colhidas à
noite (babosa ) . A melhor forma de colher é após uma chuva, quando as
plantas estiverem secas e limpas. A secagem das folhas deve ser feita à
sombra e em local bem ventilado. Sabe-se que elas estão secas quando estão
quebradiças. Se ainda estiverem com umidade, estas poderão vir a criar mofos,
quando guardadas. O acondicionamento das plantas deve
ser feito em vasilhame próprio, que não venha a interferir na sua composição
química, e ainda com a retirada do ar de dentro do vasilhame. É importante também anotar o nome
comum e o científico da planta, além da data, local e responsável pela
colheita, secagem e acondicionamento. COLHEITA
DAS PLANTAS MEDICINAIS
III) O CULTIVO EM QUALQUER ESPAÇO Ter sempre à mão ervas aromáticas,
que podem ser utilizadas em temperos, chás, remédios ou doces é, além de um
prazer, uma medida que pode ser bastante econômica e prática. Durante o ano
todo você terá ervas frescas, de ótima qualidade, cuidadas por suas próprias
mãos, praticamente de graça. Essas ervas podem ser cultivadas até
em vasos ou jardineiras, dando um efeito de decoração muito interessante.
Vasos com alecrim , arruda, manjericão, por exemplo, são bonitos e dão um aroma todo especial ao ambiente. Você poderá cultivar as ervas em
grupo, ou então junto a outras plantas ornamentais. Dentro de casa, o melhor
lugar para o cultivo de ervas é na varanda ou num peitoril de janela, ou
ainda perto dela, por causa da luz solar e do ar fresco. O cerefólio, por exemplo, prefere sombras, mesmo quando
plantado ao ar livre. Se você quer uma horta, escolha um
lugar no seu quintal, jardim, chácara, sítio, onde haja luz do Sol durante
pelo menos seis horas do dia. Mesmo não havendo um pedaço de terra, poderão
ser usadas jardineiras, vasos grandes, caixotes, caixas d’água, latas, desde
que essas vasilhas tenham, no mínimo, 20cm de profundidade. Além do Sol, o cultivo dessa erva
exige que o terreno ou terra a ser utilizada contenha uma grande quantidade
de matéria orgânica; seja bem drenado, fofo e de preferência plano, sendo que
para canteiros o mais aconselhados são os
ligeiramente mais elevados, aproximadamente dez centímetros, do nível geral
do terreno. No caso de espaços cimentados,
pode-se obter uma horta sem quebrar o calçamento. Para isso, basta construir
os contornos dos canteiros, com tábuas ou tijolos, deixando nas bases
pequenos buracos para que a água escoe. O canteiro deve ter de vinte a vinte
e cinco centímetros de profundidade e um metro de largura. Para facilitar a
movimentação das pessoas, no trato de vários canteiros, convém deixar um
espaço de no mínimo quarenta centímetros um do outro. Preparo da Terra Por tratar-se de plantios domésticos,
não é imprescindível, mas você poderá adicionar calcário dolomítico,
numa proporção de 200 g. para cada metro quadrado de terra, misturando por
igual em todo canteiro. Essa mistura deverá ser feita com antecedência de um
mês do plantio. Antes de plantar, é importante distribuir o adubo orgânico de
maneira uniforme. Técnicos e agricultores garantem que
o adubo orgânico curtido, que pode ser de restos de alimentos, esterco de
animais de procedência conhecida ( isto é, que não
usaram antibióticos e outros medicamentos químicos ), húmus de minhoca,
folhagem e outros restos de vegetais é o mais aconselhável, porque é natural
e de excelente qualidade. Como fazer o adubo Para se obter o esterco animal
curtido deve-se colocar o material numa esterqueira, podendo ser qualquer
cercadinho, para que ele fermente e se transforme em adubo. É necessário
resolver o material periodicamente de modo que se transforme numa pasta
homogênea. Os restos de plantas, animais
domésticos e alimentos também podem virar adubos de ótima qualidade. São os
chamados compostos. Eles precisam, também ser curtidos, em local que pode ser
um buraco ao chão, ou um caixote. Deposite, em camadas, as cascas de legumes,
de ovos, de frutas, papéis, pó de café ou chá, poda de grama, folhas verdes
ou secas, serragem, cinzas e restos de culturas, importante
alterar as camadas de material úmido e seco, separadas por uma fina camada de
terra. Para evitar o mal cheiro e as moscas. Espalhe
uma camada de calcário dolomitico por cima do
monte. Isso servirá também para diminuir a acidez do composto. A composteira deve permanecer tampada e úmida, mas não
encharcada. Este composto preparado, após 45 dias, pode-se colocá-lo no minhocário e de 15 em 15 dias retirar o húmus. Limpe o terreno Antes de semear, é importante limpar
bem o canteiro, retirando o mato, entulho, pedras, restos de plásticos,
pedaços de panos, vidros, etc. Com a enxada, cave todo espaço escolhido até
um palmo de fundura. Depois de desfazer os torrões e afofar a terra, coloque
o adubo ou composto orgânico, numa proporção de vinte litros para cada metro
quadrado de canteiro, misturando bem. Canteiros ou Vasos Para fazer o cultivo em pequenos
espaços, você poderá usar canteiros utilizando tubos plásticos, de vinte
centímetros de diâmetro, cortados pela metade no sentido horizontal. Nesse
caso, é preciso colocar nas canaletas 20 partes de
terra para 7 partes de adubo orgânico. Cada metro de canaleta,
de 10 centímetros de diâmetro, precisa de, mais ou menos, 10 litros de
mistura de terra e adubo. Se você quiser pode ter várias canaletas,
montando um suporte de madeira ou ferro. As canaletas
podem ficar penduradas no teto, com arame, correntes ou fio de nylon. Você poderá fazer, ainda, outro tipo
de horta, usando tubos de zinco, como os de chaminés de fogões a lenha. Os
tubos devem ser colocados na posição vertical, tendo sempre o cuidado de
tampar a parte de baixo, mesmo que se vá apoiá-los no chão. Eles podem ser
pendurados no teto também com buchas bem grossas. Faça aberturas alternadas,
ao longo do tubo. Esses recipientes devem ser enchidos
com camadas uniformes de terra peneirada e fofa. As regas podem ser feitas
com irrigação por gotejamento. Para tanto, enterre no seu canteiro, deixando
a boca a vista, um tubo não muito grande, com dois
furinhos nas paredes. Encha-o de água e tampe-o para que a água não evapore. A medida que a terra precisar ela vai retirando água do
tubo. Cuide para que o tubo esteja sempre cheio, e enterre-o com a terra
umedecida. Para plantar nos vasos, você deve
preparar a terra da mesma maneira que para o canteiro. Encha-os com a terra
bem fofinha. Procure escolher os vasos de tamanho compatível com o número e
tipo de plantas que escolher para o plantio. O PLANTIO A maneira mais comum de se plantar é através de
sementes. Porém, alguns tipos de ervas, como alecrim, manjericão ou estragão, são plantados a partir de mudas, cultivadas por
você mesmo, ou então compradas em loja ou chácaras especializadas.
Semeadura, mudas ou touceiras Para semear ao ar livre, primeiro é
preciso alisar bem a terra e depois abrir sulcos com 2 centímetros de
fundura, deixando um espaço de meio palmo entre um e outro. As sementes devem
ser distribuídas uniformemente nos sulcos e cobertas com terra fina do
próprio canteiro. A plantação deverá ser regada pela manhã e à tarde, até
brotarem as sementes. Depois disso, basta regar uma vez por dia, sendo mais
conveniente à tarde, para impedir que o calor evapore o líquido. É importante
proteger o local contra o Sol muito forte e da destruição de animais e
pássaros, colocando uma cobertura feita com ramos ou tela, que deve ficar a
mais ou menos dois palmos acima da terra. As ervas devem ser plantadas, tanto
ao ar livre, como em canteiros, com espaçamento de 20 a 30 cm. A terra deverá
estar bem fofinha, e a profundidade em vasos, canteiros ou ao ar livre deverá
ser a mesma – 15 a 20 cm. Há certos tipos de ervas que não
podem ser plantadas diretamente no canteiro definitivo. Para esses tipos será
preciso fazer uma espécie de pré-plantio, semeando-as numa terra bem fofa e
porosa e regar periodicamente até a germinação completa, e depois
transplantar as mudinhas mais vigorosas para o lugar definitivo. O plantio através de estacas de
plantas adultas é feito da seguinte forma: enterre, com profundidade de 10
cm, um pedacinho do caule da planta e aperte a terra na parte mais inferior
da estaca, para que esta fique firme, tendo o cuidado de deixar uma parte da
estaca para fora, de onde sairão os brotos. Transplante Para conseguir bons resultados na
colheita de ervas é preciso dar atenção especial ao transplante, no caso
daquelas espécies que não podem ser plantadas diretamente. Para transplantar
as mudas, convém escolher um dia nublado ou, então, um fim de tarde, tendo o
cuidado de molhar bem a sementeira. Escolha preferencialmente as mudas
melhores, mais fortes e maiores, retirando-as da sementeira, de modo que um
pouco de terra permaneça nas raízes. Coloque-as nas covas previamente
preparadas no local definitivo. Depois, é só cobrir com terra e apertar um
pouco, para que fiquem firmes. É sempre bom molhar os canteiros depois do
transplante. Como secar as ervas Você poderá usar suas ervas frescas,
colhida na hora, ou então secá-las, concentrando seu sabor e aroma. Quando frescas, a quantidade a ser
usada é bem maior que quando secas, para obtenção da mesma qualidade e sabor.
E secando-as você ainda poderá armazená-la para usá-las futuramente. A melhor época para colher as ervas
para secar é antes do florescimento, pois os óleos essenciais estão, nessa
ocasião, concentrados. Não fique manuseando-as, pois, devido à sua
fragilidade, elas podem perder perfume e qualidade. Colha suas ervas e arrume-as em
pequenos ramos, pendurando-as em local com circulação de ar. O tempo que você
deve deixá-las secando varia, porém, não as deixe muito tempo, pois elas se
sujarão. Quando estiverem bem secas, quebradiças, você poderá tirar as folhas
dos caules, esmagá-las e colocá-las em vidros ou recipientes de cerâmica, bem
fechados e ao abrigo da luz. A temperatura da secagem deve ser
entre 21° e 27°C. Caso a umidade esteja grande, você poderá colocá-las,
durante a noite, sobre um forno morno, cuidando para
a temperatura não ultrapassar 45°. Pragas e doenças Para que você tenha ervas sadias são
necessários certos cuidados para proteção contra as pragas e doenças. Utilize
produtos caseiros e adote medidas preventivas. Evite os produtos químicos que
sempre acabam acarretando algum problema para as plantas e as pessoas. As doenças que atacam as hortas,
geralmente não podem ser vistas a olho nu, pois são provocadas por bactérias,
fungos ou vírus. Mas as pragas podem ser facilmente identificadas, pois,
entre elas, incluem-se as formigas, lagartas, pulgões, caracóis, lesmas,
grilos, tesourinhas, besouros, percevejos,
gafanhotos e outras. Para prevenir a incidência de doenças
ou pragas, você deve observar diariamente a plantação, retirar os insetos e
suas larvas ou ovos, e também eliminando as plantas doentes. Evite machucar
os caules das plantas; pois nesses machucados podem penetrar insetos ou
microorganismos causadores de doenças. Aqui vão algumas dicas para você
livrar suas plantas dos males mais comuns. Pulgão O pulgão, um inseto sugador de
aproximadamente 2mm de comprimento, com um formato de pêra, é um velho e
feroz inimigo das hortas. Ele aparece geralmente nas brotações novas, na face
dorsal das folhas e nos caules macios. O pulgão pode ser branco,
verde, marrom, cinza, preto e azul, e seu inimigo natural é a
conhecida joaninha. Para combater o pulgão, quando ele
está iniciando seu ataque recomenda-se água morna com
sabão, que deve ser espargida sobre a planta e depois enxugada. Uma
outra maneira de acabar com ele é o uso de extrato de fumo, um eficiente inseticida, que não prejudica a planta, mas
que deve ser manuseado com cuidado, pois, sendo tóxico, pode causar danos aos
seres humanos. Há três maneiras de se conseguir o
extrato de fumo. A primeira consiste em deixar um pedaço de fumo de corda de
molho na água; até que esta se torne amarelada. A segunda maneira é ferver,
durante meia hora, 100 gramas de fumo, em um litro de água. A terceira forma
de se produzir esse extrato é colocar o fumo em um recipiente com álcool e um
pouco de água. Depois de o fumo ter absorvido todo líquido, deve-se adicionar
mais álcool e água, deixando de molho num recipiente fechado, durante quinze
dias. Em qualquer dos casos, o extrato de fumo deve ser guardado numa garrafa
bem fechada. Cochonilha Outro famoso sugador de hortas é o
inseto cochonilha, que pode ser encontrado em dois tipos: com ou sem
carapaça. Os que tem carapaça podem ser vermelhos,
marrons ou pretos. Já o sem carapaça são brancos ou rajados. Os dois tipos
atacam os ramos, a face dorsal e as axilas das folhas, fazendo com que fiquem
amarelas. A calda de fumo
funciona muito
bem no combate ao tipo que não tem carapaça. Para acabar com a outra espécie,
no entanto, recomenda-se uma mistura de água, sabão, querosene e extrato de
fumo ou extrato aquoso de melão-de-são caetano. Ácaro Os ácaros, parentes das aranhas, são
aracnídeos que medem meio milímetro, têm o formato oval. É bastante comum,
podendo ser encontrado nas cores amarela, vermelha ou branca. Ele é um
sugador inconfundível, porque faz uma espécie de teia nas folhas, que parece
ferrugem. Os frutos, as flores e as brotações novas são sua refeição favorita.
Você pode combatê-lo, com eficiência, usando também a calda de fumo, com um
pouco de sabão ralado e um pouco de enxofre. Existem ácaros nocivos aos
vegetais, podendo, por isso, representar importante método de controle
biológico para a redução de pragas diversas. Lesma e Caracol O controle pode ser feito catando os
bichinhos e esmagando-os assim que forem vistos, ou então fazendo armadilhas,
com tampinhas, onde são colocados sal e cerveja ou sal e chuchu. Esses
ingredientes atraem os moluscos, que morrem ao ingeri-los. Vaquinha A vaquinha é um besourinho verde, com
manchas amarelas nas asas, medindo de 5 a 6mm. Ela come as folhas, e pode
acabar com toda a planta. Você pode catar as vaquinhas sempre que ver, ou
então usar o arbusto maria-pretinha para atraí-las.
Coloque-o perto das plantas e quando as vaquinhas se juntarem, pegue-as todas
de uma só vez. Lagartas
Você pode controlar a incidência de
lagartas esmagando seus ovos ou catando os próprios bichinhos nas plantas. Ou
ainda, aplicando água de fumo. Formigas
IV- Aspectos culturais das
principais plantas medicinais Quanto ao porte das plantas, elas
podem ser cultivadas em situações distintas, como segue: a) PLANTAS HERBÁCEAS TENRAS E ARBUSTIVAS
MENORES: Cultiva-se em sistema de canteiros
diversificados (hortas), com 1 metro de largura e de comprimento variável, de
acordo com as condições locais. Estes canteiros devem ser bem adubados com
matéria orgânica, bem drenados, de fácil manejo de forma que as plantas
fiquem em fileiras, no sentido do trajeto do sol. Os espaçamentos entre
plantas variam de 20 a 50 cm, dependendo da espécie utilizada. Devem ser em
locais de fácil irrigação e próximos ao viveiro de mudas. 1) Açafrão da Índia (Curcuma longa) - Multiplicação: por rizomas
(cortam-se pedaços com gema e preparam-se as mudas); - Cultivo: Plantio em covas de 10 cm
de profundidade em terrenos úmidos e afofados, com espaçamento de 0,5m X
0,5m; - Colheita: colhem-se os rizomas 8 a
10 meses após o plantio (quando as folhas amarelarem). Os rizomas lavados e
secos, devem ser conservados em vidros de boca larga e
escuros ou latas, bem tampadas. 2) Acelga (Beta vulgaris) Multiplicação: reproduz-se por
sementes Cultivo: plantio em solos neutros,
prefere clima ameno e irrigação constante. Plantada em canteiros; Colheita: colheita o ano todo.
Geralmente planta-se na primavera e no final do verão, com duas colheitas por
ano. 3) Alcachofra (Cynara acolymus) - Multiplicação: por rizoma e por
semente; - Cultivo: plantio em clima temperado
e subtropical . Forma touceira de até 2m. Exige solos férteis, frescos e
arejados e espaçamento de 0,5m X 1,00m; - Colheita: colhe-se
as folhas antes da floração ou as flores. Os rizomas também podem ser
colhidos 100 a 140 dias após o plantio. As folhas são secas à sombra, em
local fresco e arejado, devendo ser acondicionadas em sacos
de papel ou pano. As flores devem ser consumidas logo após a colheita. 4) Alecrim da horta ( Rosmarinus officinalis) - Multiplicação: propaga-se por
sementes, estaquia e mergulhia (mudas). - Cultivo: o plantio deve ser feito
em solos secos, leves, porosos, com espaçamento de 0,5m X 1m; - Colheita: colhe-se
os ramos, o ano todo, podando as plantas mais viçosas. A conservação das folhas faz-se dessecando-as à sombra e em local ventilado,
acondicionando-as em vasilhame sem ar. 5) Alfazema (Lavandula vera) - Multiplicação: por sementes e estaquias (mudas); - Cultivo: planta de clima
subtropical. Planta-se as mudas em solos ricos em
húmus, porém, com pouca umidade. O espaçamento ideal é de 50cm por 1m; - Colheita: retira-se
as espigas quando as flores se abrirem. As folhas também são colhidas, na
época da floração. As espigas e as folhas devem ser secas à sombra e em local
ventilado, acondicionando-as em sacos de papel bem fechados, ou ainda
produzindo farelo das folhas secas e acondicionando-o em pote de vidro
hermeticamente fechado. 6) Alho comum (Allium sativum) - Multiplicação: reproduz-se por
dentes (parte do bulbo); - Cultivo: plantio em canteiros com
bastante húmus, com espaçamento de 0,25 X 0,25m. Faz-se o uso de cobertura
morta para conservação da umidade. Irriga-se diariamente por infiltração; - Colheita: Colhem-se os bulbos
quando a planta estiver seca. Seque-os à sombra e amarre-os em réstias.
Conserve-os em local seco, arejado e com pouca luz. 7) Anis (Pimpinella
anisium) Multiplicação: reproduz-se por
sementes para plantio direto ou formação de mudas em canteiros e por estaquia
(mudas); Cultivo: em espaçamento de 0,50m X
0,20m; Colheita: 4 meses após o plantio
quando as sementes começam a amadurecer. Seque as sementes sobre um pano à
sombra e conserve-as em vidros secos e sem ar. 8) Arruda (Ruta
graveoleus) Multiplicação: por estaquia (mudas) e
sementes; Cultivo: prefere solos secos e
orgânicos, desenvolve-se em qualquer clima. É exigente em irrigação e
adubação orgânica. Produz-se mudas com estacas dos ramos e depois de 2 ou 3
meses planta-se no local definitivo em espaçamento de 0,5 metro entre plantas
em fileiras de 1 metro entre elas. A adubação orgânica deve ser feita nos
sulcos ou nas covas 15 dias antes do plantio; Colheita: colhem-se os ramos com
folhas verdes (existe a arruda "macho" e a
"fêmea" de folhas menores). 9) Artemísia (Artemisia vulgaris) Multiplicação: por estacas ou ramos e
estolões com gemas; Cultivo: planta de origem européia de
adaptação cosmopolita. Planta-se no início do período chuvoso até o outono.
Não exige solos, mas desenvolve-se melhor em solos adubados, arejados e com
irrigação; Colheita: colhem-se as folhas no período
da floração, as raízes o ano todo. 10) Babosa (Aloes
vera) Multiplicação: semente ou estaquia
dos rizomas (mudas); Cultivo: originária da África e Ásia.
Prefere clima quente e úmido, solos arenoargilosos,
arejados e com relativa matéria orgânica. Não suporta excesso de água, por
isso a irrigação deve ser moderada; Colheita: as folhas são colhidas à
noite. 11) Bardana
(Arctium lappa) Multiplicação: sementes e mudas da
porção inicial da raiz; Cultivo: planta japonesa que se
adaptou aos climas diversos do Brasil. Planta-se na primavera e no outono.
Prefere solos arenoargilosos, profundos, férteis,
drenados e arejados. Plantio em sistema de canteiros (hortas). É exigente em
irrigação e adubação orgânica; Colheita: colhem-se as raízes 3 meses
após o plantio, antes da floração. 12) Calêndula
(Calendula officinalis) Multiplicação: por sementes; Cultivo: planta européia de adaptação
cosmopolita. Prefere solos secos, arejados e com alguma matéria orgânica.
Planta-se em sementeiras e faz-se o transplantio
para o local definitivo ou ainda faz-se o plantio no local definitivo. O
espaçamento é de 0,5m entre plantas e fileiras de 1 m entre elas. Colheita: colhem-se as folhas e
flores durante o período da floração. 13) Camomila (Matricaria chamomilla) Multiplicação: por sementes; Cultivo: planta européia, de clima
ameno. Adapta-se em climas diversos. Prefere solos orgânicos, arejados e
frescos. Planta-se, nas regiões quentes, no período do início do inverno e em
regiões de clima ameno, na primavera. O espaçamento é de 30cm entre plantas e
de 80cm entre fileiras; Colheita: colhem-se as flores e
botões florais no início da floração. 14) Carqueja (Bacchais trimera) Multiplicação: por sementes ou por
estacas (mudas); Cultivo: planta brasileira, prefere
regiões montanhosas onde o clima é ameno. Prefere solos secos, latossolo vermelho ou alaranjado, arejados. Responde a
pequenas quantidades de matéria orgânica, não sendo exigente em irrigação; Colheita: colhem-se as folhas quando
novas tendo o cuidado de eliminar bolores que costumam desenvolver-se nelas. 15) Cavalinha (Equisetum arvense) Multiplicação: por estacas dos
rizomas ou por esporos bissexuados; Cultivo: é cosmopolita. Prefere solos
úmidos e pantanosos, ricos em matéria orgânica. Planta-se o ano todo em
espaçamento de 30cm entre plantas e 50cm entre fileiras. Pode ser plantada em
terrenos livres ou em canteiros. É exigente em irrigação; Colheita: colhem-se os caules
estéreis. 16) Coentro (Coriandrum sativum L.) Multiplicação: multiplica-se por
sementes; Cultivo: prefere clima quente e solos
arenoargilosos ricos em húmus. Planta-se o ano
inteiro em covas de 20cm entre elas, colocando-se 2 a 3 sementes por cova.
Faz-se o desbasto deixando-se apenas 1 planta por cova após 15 dias da
queimação; Colheita: 2 meses após o plantio
colhem-se as folhas. Quando frutificarem estes devem ser
colhidos e colocados para secar ao sol brando. 17) Confrei
(Symplytum officinale) Multiplicação: multiplica-se por
mudas de rizoma; Cultivo: prefere clima ameno embora
tolere climas adversos. Requer solo rico em matéria orgânica, úmido, não
encharcado. Planta-se os rizomas (ou mudas) nas
covas com espaçamento de 50cm entre plantas. Após serem adubadas com húmus ou
esterco (2l por cova). Os melhores meses para o plantio são de agosto a
novembro, de preferência em locais com bastante luminosidade. Esta planta é
considerada perene (dura mais de 10 anos); Colheita: 3 meses após o plantio colhe-se as folhas e 2 anos após começam a colher-se as
raízes. 18) Cordão de frade (Leonotis nepetaefolia) Multiplicação: por sementes; Cultivo: Em solos argiloarenosos
e em climas quentes. É originária da África e da Índia, bem aclimatada no
Brasil; Colheita: as folhas e talos devem ser
colhidos na floração. 19) Dente de leão (Taraxacum officinale) Multiplicação: por sementes ou mudas
do rizoma; Cultivo: em climas diversos e solos
pobres com pouca umidade; Colheita: colhem-se as folhas durante
a floração (julho — setembro). 20) Erva doce (Foeniculum vulgare) Multiplicação: por semente; Cultivo: originária das regiões próximas
ao Mediterrâneo, adaptou-se bem em todos os climas brasileiros. Exige solos
frescos, drenados, férteis e pode ser plantada o ano
todo em espaçamento de 30cm entre plantas. Responde a irrigação nos períodos
de estiagem. Colheita: colhem-se os frutos quando
maduros e as "cabeças" (região entre o caule e a raiz). As folhas
são colhidas o ano todo. 21) Erva de São João (Ageratum conyzoides) Multiplicação: por sementes; Cultivo: em solos frescos, úmidos e
férteis. O plantio deve ser por semeadura direta no terreno preparado com
bastante matéria orgânica; Colheita: o ano todo durante a
floração. 22) Erva de Santa Maria (Chenopodium anbrosioides) Multiplicação: por sementes ou
estacas (ramos); Cultivo: planta mexicana que se
adapta a todos os climas do Brasil. Não exige solos, mas responde a adubação
orgânica e a irrigação. Planta-se o ano todo em espaçamento de 30cm por 80cm. Colheita: colhem-se as folhas e
flores no início da floração para uso medicinal ou como inseticidas, para
controle de pragas das outras plantas, em pulverizações semanais, assim como
a solução feita com folhas de fumo. 23) Estévia
(Stevia rebaudiana) Multiplicação: por sementes ou por
estaquia; Cultivo: originária do Paraguai, em
altitudes entre 1000m a 1500m e com temperaturas médias de 23o C. Planta-se as mudas em solos arejados, secos e adubados com
matéria orgânica, de preferência na primavera. O espaçamento deve ser de 30cm
entre plantas e 50cm entre fileiras. O cultivo econômico desta planta já vem
sendo feito nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo; Colheita: entre 3 a 5 meses do
plantio, colhem-se as folhas que contém glicosídeos.
Podem ser secas à sombra para uso posterior. 24) Gengibre (Zingiber officinale) - Multiplicação: por rizoma
(cortam-se em pedaços com gema) e faz-se o plantio direto ou preparam-se as mudas (até 3 meses); - Cultivo: plantio em covas de 10 cm
de profundidade em terrenos arenosos, leves, férteis e bem drenados com pH=5,5, com espaçamento de 0,5m X 0,5m; - Colheita: colhem-se os rizomas 7
meses após o plantio das mudas ou 10 meses após o plantio direto. Os rizomas
devem ser lavados, secos ao sol por 6 dias e acondicionados em vidros escuros
ou sacos de pano. 25) Hortelã da horta (Mentha villosa) Multiplicação: reproduz-se por
estacas (ramos), principalmente; Cultivo: tolera climas diversos. O
plantio pode ser feito o ano todo. Tolera solos ácidos, mas produz muito em
solos orgânicos. A irrigação deve ser freqüente. O espaçamento deve ser de 30
cm entre as plantas; Colheita: colhe-se o ano todo, seis
meses após o plantio. As folhas devem ser usadas preferencialmente verdes. 26) Hortelã-Pimenta (Mentha piperita) Multiplicação: reproduz-se por
estacas, rizomas (mudas), principalmente; Cultivo: prefere clima frio, embora adapte-se bem em qualquer clima. O plantio se faz a
qualquer época. Prefere solos ricos em matéria orgânica; não suporta solos
ácidos. É exigente em termos de água, por isso deve-se irrigá-la com
freqüência; Colheita: 60 dias após o plantio, colhe-se as folhas durante o ano todo, para serem
utilizadas de preferência verdes. 27) Losna (Artemisia
absinthium) Multiplicação: por estaquias; Cultivo: originárias
da Ásia, adapta-se bem em qualquer clima do Brasil. Exige solos bem
arejados, arenoargilosos e bem adubados com matéria
orgânica. Planta-se em canteiros com espaçamento de 30cm entre plantas; Colheita: colhem-se
as folhas o ano todo. 28) Macela (Achymocline
satureioides) Multiplicação: reproduz-se por
sementes; Cultivo: em clima ameno, com bastante
sol. Plantam-se as sementes nas covas, de 50 em 50cm, de setembro a novembro.
Não exige solos férteis. A irrigação deve ser somente quando houver um
período de estiagem; Colheita: colham as flores e
sequem-nas à sombra 29) Malva (Malva sylvestris) Multiplicação: reproduz-se por
sementes ou estacas (mudas); Cultivo: prefere clima ameno, embora
suporte temperaturas elevadas. O plantio, é feito na primavera com
espaçamento de 60 cm entre as plantas. Exige solos férteis, por isso deve-se
adubar com bastante matéria orgânica. A irrigação deve ser semanal, quando
não chover. Colheita: colhem-se as folhas a
partir do 6o mês, secando-as à sombra. 30) Manjericão (Ocimum basilicum) Multiplicação: reproduz-se por
sementes ou estacas (ramos); Cultivo: prefere clima quente e solos
bem drenados. Planta-se o ano todo, de preferência na primavera. O
espaçamento deve ser de 50 cm entre plantas. Responde bem a adubação
orgânica. Não tolera solos úmidos. Irrigue somente em épocas de pouca chuva; Colheita: colhem-se as folhas de
ramos terminais no início da floração. Podem secá-las em local arejado e à
sombra ou usá-las ainda verdes. 31) Mil folhas (Aquiléia)
(Achillea millefolium) Multiplicação: por estacas do rizoma
(mudas); Cultivo: originária da Eurásia.
Prefere regiões montanhosas onde o clima é ameno. Não é exigente em solos,
mas cresce melhor em solos preparados, corrigidos, adubados com matéria
orgânica e irrigação semanal. O espaçamento é de 40cm entre plantas. É
necessário que seja feito de 3 em 3 meses um desbaste,
visto que a planta possui muitos brotos. Colheita: colhem-se as folhas no
período da floração que geralmente ocorre em outubro. 32) Saião (Kalanchoe
brasiliensis) Multiplicação: mudas produzidas da
folha; Cultivo: planta brasileira, comum na
região litorânea de Pernambuco a São Paulo. Adapta-se a qualquer clima. Exige
solos secos e suporta solos rasos. É bastante exigente em matéria orgânica.
Planta-se em canteiros ou em locais próximos a rochas para aproveitamento do
terreno. Gosta de irrigação, mas não suporta excesso de umidade do solo.
Existem diversas espécies de Saião e de plantas semelhantes como a fortuna e
bálsamo da horta que tem as mesmas funções medicinais. Colheita: colhem-se
as folhas o ano todo. 33) Sete sangrias (Cuphea mesostemon) Multiplicação: por sementes ou estaquias; Cultivo: em solos argiloarenosos,
preferencialmente úmidos; Colheita: o ano todo, na floração. 34) Serralhinha (pincel)
(Emilia Sonchifolia) Multiplicação: por sementes; Cultivo: em campos abertos ou em
hortas. Não exige clima nem solo e desenvolve-se melhor em local com relativa
umidade e solos férteis; Colheita: o ano todo, na floração 35) Serralha (Sonchus oleraceus) Multiplicação: por sementes; Cultivo: em campos abertos ou em
hortas. Não exige clima nem solo e desenvolve-se melhor em local com relativa
umidade e solos férteis; Colheita: o ano todo, na floração 36) Tranchagem
(Pantago major) Multiplicação: por sementes ou mudas do rizomas; Cultivo: em hortas como a alface; Colheita: durante a floração (ano
todo). Outras plantas
herbáceas, semelhantes nos aspectos culturais: cinerária, erva de bicho, aneto, jaborandi, poejo, salvia, tomilho, elevante,
agrião do pará, língua de vaca, quebra pedra,
bálsamo, picão, etc. b) - PLANTAS TREPADEIRAS (CIPÓS) E
RASTEJANTES Este grupo de plantas necessita de tutoramento, cercas, parreiras ou árvores para que se
desenvolvam. O tutoramento pode ser feito com
estacas de bambus ou madeira, mourões de cercas, mourões de cimento, cercas
com arame farpado ou liso e parreiras com bambus ou com arames. As
rastejantes podem ser plantadas intercaladas a outras culturas. 37) Abóbora (Cucurbita moschata) Multiplicação: reproduz-se por
semente; Cultivo: plantio o ano todo (na
primavera de preferência). Espaçamento de 6m X 6m. Exige solos humosos, por isso faz-se covas
grandes para colocar bastante esterco (húmus). É própria de clima quente. Não
tolera solos muito encharcados, mas aumenta bastante a produção com
irrigação; Colheita: dos brotos, folhas, frutos
e semente o ano todo. 38) Abútua
(Cissampelos glaberrima) Multiplicação: reproduz-se por
rizomas ou sementes; Cultivo: habita no Brasil desde Santa
Catarina até a Bahia e Goiás. Prefere solos secos e arenoargilosos.
É um cipó e necessita de condições adequadas para desenvolver-se, preferindo
árvores, cultivos perenes ou cercas. O espaçamento deve ser de acordo com as
condições existentes, ou seja, se em matas, próximo a cada árvore, se em
lavouras permanentes também e se em cercas, de no mínimo 4 metros entre
plantas. O cultivo desta planta ainda não existe tecnicamente mas assemelha-se
ao cultivo do maracujá ou da videira, em relação ao espaçamento; Colheita: as raízes podem ser
colhidas na época da frutificação, tendo o cuidado de deixar sempre alguma
raiz para que a planta não morra. 39) Baunilia
(Vanilla planifolia) Multiplicação: reproduz-se por
estacas (mudas); Cultivo: de clima tropical,
originária do México, a baunilia tolera climas
quentes e frios, mas prefere o clima ameno. Planta-se em solos secos,
arejados e ricos em matéria orgânica. Pode ser plantada o
ano todo mas prefere o início da primavera. É trepadeira e precisa ser
plantada em parreiras. Colheita: colhem-se os frutos quando
estiverem prestes a amadurecer. 40) Buchinha (cabacinha) (Luffa operculata) Multiplicação: reproduz-se por
sementes; Cultivo: em solos arenosos e secos; Colheita: colhem-se as buchinhas
quando maduras. 41) Capuchinha (Tropaeolum majus) Multiplicação: por semente ou estacas
(ramos); Cultivo: originaria dos Andes,
prefere clima ameno, mas tolera qualquer clima, desde que bem adubada com
matéria orgânica e irrigada. Por ser uma trepadeira exige tutoramento,
seus ramos podem chegar até 3 metros; Colheita: colhem-se
as folhas o ano todo. 42) Cipó cabeludo (Mikania hirsutissima) Multiplicação: por sementes; Cultivo: planta brasileira, ocorre da
Bahia até São Paulo. Prefere locais sombreados,
solos arenoargilosos. Necessita de tutoramento ou plantio próximo às árvores, por ser
trepadeira. Pode ser plantada no espaçamento de 4m X 4m ou de acordo com o
plantio das árvores. Colheita: colhem-se as folhas e
caules na época da floração. 43) Cipó caboclo (Davilla rugosa) Multiplicação: por sementes; Cultivo: planta brasileira de todo
país. Por ser trepadeira necessita de tutoramento
ou plantio próximo às árvores. Prefere solos arenoargilosos,
secos e arejados; Colheita: colhem-se as folhas e ramos
na floração e as raízes a qualquer época. 44) Cipó de São João (Pyrostegia venusta) Multiplicação: por sementes e estacas
do ramo; Cultivo: originário da América do
Sul, medra de São Paulo até o Nordeste. Prefere solos arenoargilosos,
secos e com matéria orgânica. Pode ser tutorado ou não; Colheita: colhem-se os ramos com
flores e folhas, em julho. 45) Cipó Suma ( Anchietea salutaris) Multiplicação: por sementes; Cultivo: ocorre em todo Brasil.
Prefere solos úmidos, férteis, arejados e com matéria orgânica. Existem duas
variedades o suma branco e o suma roxo, ambos têm os
mesmos efeitos fitoterápicos; Colheita: colhem-se as raízes na
época da floração. 46) Cipó chumbo (Cuscuta umbellata) Multiplicação: por caules que fixam-se nas outras plantas e por sementes; Cultivo: planta parasita que depende
de outra para sobreviver. É encontrado naturalmente nas pastagens
abandonadas. Tem coloração amarelada (parecendo fios de ovos). Têm flores
brancas rosadas. Para cultivá-la basta semeá-la sobre outras plantas. Colheita: colhem-se os ramos com
flores em agosto/setembro. 47) Cipó cravo (Tynnanthus fasciculatus) Multiplicação: reproduz-se por
sementes e estacas da raiz; Cultivo: planta brasileira que ocorre
de São Paulo à Amazônia. Prefere solos secos, arejados, sombreados e ricos em
matéria orgânica. Pode ser tutorado ou não. Deve ser plantado de 2 em 2
metros podendo usá-lo como trepadeira em árvores; Colheita: colhem-se as raízes no
outono, principalmente. 48) Guaco
(Mikania cordifolia) Multiplicação: por sementes ou por
estacas (ramos) Cultivo: Planta brasileira, prefere
terrenos arenoargilosos e úmidos. Como cipó, exige locais para desenvolver-se como trepadeira. Em
cultivo programado pode ser feito semelhante ao maracujá, em parreiras. As
mudas formadas devem ir para o local definitivo até 6 meses de seu plantio. Colheita: colhem-se as folhas a
qualquer época do ano, dando preferência às folhas mais novas. 49) Maracujá (Passiflora quadrangularis) Multiplicação: sementes para formação
de mudas; Cultivo: suporta qualquer clima, mas
desenvolve-se melhor em climas temperados. Prefere solos profundos, secos e
adubados com matéria orgânica. A irrigação deve ser feita na época da falta
prolongada da chuva. O espaçamento deve ser de 2m X 4m, com tutoramento das plantas por cercas ou parreiras; Colheita: colhem-se as folhas na
época da floração, os frutos maduros e as flores quando estiverem
completamente abertas. 50) Mil Homem
(papo de peru, jarrinha) - (Aristolochia cymbifera) Multiplicação: reproduz-se por
sementes ou estacas de raízes ou rizomas; Cultivo: planta brasileira que ocorre
do Amazonas até São Paulo. Não tem preferência por solos. Seu plantio pode
ser feito a qualquer época do ano, mas prefere o início da primavera. O
espaçamento é semelhante ao descrito na abutua, por ser uma planta
trepadeira, onde se usa principalmente a raiz e o caule (cipó); Colheita: colhem-se principalmente as
raízes e parte do caule próximo às raízes. Também pode-se
usar as folhas verdes ou secas. 51) Pimenta do reino (Piper nigrum) Multiplicação: semente (para formação
de mudas em viveiro); Cultivo: plantam-se as mudas no
início da estação chuvosa, em dias nublados. O solo deve ser bem drenado.
Faz-se tutoramento. O espaçamento é de 3m X 3m.
Usa-se 5 Kg de adubo orgânico por cova. Faz-se irrigação no período seco. Não
tolera clima frio. Colheita: colhem-se os frutos quando
começarem a amadurecer. 52) Salsaparrilha (Smilax officinallis) Multiplicação: por semente, raiz ou
brotos do caule próximo à raiz; Cultivo: Ocorre em todo o Brasil até
o México, existem outras espécies do mesmo gênero que também têm as mesmas
finalidades. O plantio deve ser feito no início da primavera. Como um cipó,
necessita de tutoramento. Prefere solos arenoargilosos. Vegeta bem em sombra de árvores. O enraizamento é melhor em solos aerados e férteis, com matéria orgânica. Não é
exigente em água, embora responda a irrigação espaçosa. O espaçamento pode
ser feito semelhante a cultura da uva ou do maracujá
(4m X 2m) Colheita: colhem-se as raízes no
outono, principalmente. Outras plantas
trepadeiras: melão de são Caetano, melão, vagem,
pepino, fava, cipó almécega, etc. c) - PLANTAS ARBUSTIVAS DE PORTE MÉDIO Plantadas em áreas livres, aradas,
gradeada e com correção da acidez do solo. O plantio e a adubação orgânica
devem ser feitos diretamente nas covas ou em sulcos. O espaçamento varia de
acordo com as espécies a plantar e fica em torno de 60cm a 2 m entre plantas. 53) Alfavaca cheirosa (Ocimum basilicum) - Multiplicação: por estaquia (mudas)
e por sementes; - Cultivo: planta-se
as mudas com 15cm de altura, em espaçamento de 30cm X 1m; - Colheita: as folhas podem ser
colhidas o ano todo, principalmente no período em que estiver florando. Para a conservação das folhas e botões florais,
seque-as em local ventilado e à sombra, acondicionando-as em vasilhame sem
ar. 54) Boldo do Brasil (Coleus barbatus) Multiplicação: reproduz-se por
estacas (mudas) e sementes; Cultivo: Existem 4 espécies de
boldos. O boldo comum, o boldo europeu e o boldo Vernônia,
que se adaptam em solos secos e em qualquer clima, o boldo do Chile não. É
melhor cultivá-los, plantado-os em covas com bastante matéria orgânica. O
boldo comum necessita de 1 metro de espaçamento entre plantas, a Vernônia necessita de pelo menos 2 metros e o boldo
europeu 0,5m. Respondem bem quando irrigados; Colheita: colhem-se
as folhas o ano todo. 55) Cana do brejo (Costus spicatus) Multiplicação: reproduz-se por
estacas; Cultivo: as mudas devem ser plantadas
em solos úmidos e ricos em matéria orgânica, em covas individuais, em sulcos
contínuos ou em canteiros. O espaçamento entre os sulcos deve ser de 1m. Colheita: colhem-se
as folhas e talos o ano todo. 59) Curraleira
(Croton antisyphiliticus) Multiplicação: por semente (ou
mudas); Cultivo: Ocorre
em regiões de clima ameno, regiões montanhosas: MG, SP, ES, RJ, BA,
principalmente em pastagens próximas ao curral do gado, por isso o seu nome.
Planta-se por mudas ou sementes em covas com espaçamento de 1 metro. O
terreno deve ser seco e rico em matéria orgânica. Colheita: colhem-se as folhas ou
raízes durante o ano todo. 57) Erva macaé
(Leonurus sibiricus) Multiplicação: semente e estacas do
ramo; Cultivo: não é exigente em solos.
Deve ser cultivada em terrenos secos, arejados e adubado com húmus nas covas.
O espaçamento deve ser de 0,5 metro entre as plantas e 1m entre as fileiras; Colheita: colhem-se as folhas e
flores durante a floração. 58) Erva cidreira (Melissa officinalis) Multiplicação: por sementes e
estacas; Cultivo: em solos secos, arejados e
férteis. O plantio pode ser feito o ano todo mas, de preferência na
primavera. Exige irrigação nos períodos secos. Colheita: folhas e galhos tenros, na
época da floração principalmente. 59) Estramônio
(Datura stramonium) Multiplicação: por sementes; Cultivo: prefere solos secos e
arejados, ricos em matéria orgânica. Não tem preferência por clima. O
espaçamento ideal é de 1 metro entre plantas; Colheita: colhem-se as flores e
folhas durante a floração. 60) Gervão
(Stachytarphetta cayenensis) Multiplicação: por sementes e estacas
(mudas); Cultivo: planta que se desenvolve em
todo o Brasil. Prefere solos secos arenosos ou arenoargilosos,
profundos. O plantio deve ser feito na primavera observando o espaçamento de
1 metro entre plantas. A irrigação somente deve ser feita nos períodos de
estiagem; Colheita: colhem-se as folhas e
raízes no período de floração. 61) Girassol (Helianthus annuus) Multiplicação: sementes; Cultivo: planta originária das
Américas, cultivada a mais de 3000 anos. Exige solos profundos e férteis, sem
acidez, secos. Responde bem a irrigação nos períodos sem chuvas. O
espaçamento é de 1 metro entre sulcos e 50 centímetros entre plantas. A
adubação deve ser com húmus à base de 2 Kg por metro de sulco; Colheita: colhem-se as folhas, e a
semente quando esta estiver madura. 62) Maria-preta
(Solanum americanum) Multiplicação: sementes; Cultivo: Não é exigente em solos, mas
desenvolve-se melhor em solos orgânicos. Pode ser plantada
em canteiros ou em sulcos distanciados 1 metro um do outro; Colheita: colhem-se as folhas quando
a planta estiver florida, de preferência. 63) Panacéia (Penax quinquefolium) Multiplicação: por sementes e estacas
do caule ou raiz; Cultivo: planta brasileira, ocorre em
todo o país, principalmente ES, MG e BA. Prefere solos secos e arejados, arenoargilosos e com alguma matéria orgânica. O plantio
deve ser feito no início da primavera em espaçamento de 1 metro entre
plantas. Colheita: colhem-se
as folhas o ano todo. 64) Pariparoba
(Potomorphe umbellata) Multiplicação: por sementes, estacas
do caule e raiz; Cultivo: planta brasileira, ocorre do
Paraná a Amazônia. Prefere solos úmidos, fofos e arenoargilosos
com bastante matéria orgânica. O espaçamento deve ser de 1,5
metros entre plantas; Colheita: colhem-se os frutos,
raízes, cascas do caule e folhas. Outras plantas com aspectos culturais
semelhantes: fedegoso, assapeixe,
pacová, colônia, erva baleeira, arrebenta cavalo,
guiné, etc. d) - PLANTAS ARBUSTIVAS MAIORES: Usa-se uma área maior do terreno por
serem pequenas árvores. Nesse caso o preparo do solo resume-se a abrir uma
cova de 40cm de largura por 40cm de profundidade e adubá-la bem com matéria
orgânica. 65) Algodão (Gossypium herbaceum) Multiplicação: por sementes, para
plantio direto ou para produção de mudas. Cultivo: plantio em terrenos áridos,
de fertilidade mediana, neutros, com espaçamento de 1,0m
por 2m. Colheita: colhe-se a casca da raiz
para uso no mesmo dia. Os caroços quando maduros ou frutos ainda verdes para
combater piolhos e outros ectoparasitas com o sumo
destes. Seque as sementes ao ar livre sobre sacos de pano, após retirar as
fibras esbranquiçadas. 66) Ameixa amarela (Prunus domestica) Multiplicação: reproduz-se por
sementes; Cultivo: Plantio de setembro a
outubro em solos férteis, compactos e permeáveis, em climas frios e em locais
altos; Colheita: colhem-se as folhas após o
3o ano, o ano todo, principalmente as folhas mais velhas,
devendo-se retirar os pêlos da parte inferior da folha. Os frutos são
colhidos de julho a setembro e retiradas as sementes (4 a 5) que são ricas em princípio ativo. As folhas, depois de secas à
sombra, são acondicionadas em vasilhames na ausência de ar. 67) Amora (Morus
migra) Multiplicação: multiplica-se por
estaquia dos galhos ou da raiz (para produção de mudas) Cultivo: em espaçamento de 3m X 3m.
Por ser planta perene, pode efetuar-se nos primeiros 2 anos o plantio de
outras plantas consorciadas; Colheita: folhas ou frutos. Os frutos
devem ser usados imediatamente para fazer licor ou salada de frutas ou ainda
máscara facial. As folhas e cascas podem ser secas à sombra e guardadas em
vasilhame sem ar. 68) Azeitona da praia - Tarumã (Vitex tarumã) Multiplicação: reproduz-se por
sementes e por estacas; Cultivo: como um arbusto exige
espaçamento de acordo com a projeção de sua copa, pouco existente em solos.
Prefere os arenoargilosos do litoral do Rio de
Janeiro até o Nordeste; Colheita: colhem-se as folhas durante
o período da floração (outubro/novembro). O fruto é
comestível 69) Guandu (Cajanus
cajan) Multiplicação: sementes; Cultivo: planta originária da Índia.
É uma leguminosa e serve também como forrageira para animais e ainda como
adubação verde. Desenvolve-se em todo Brasil, embora prefira clima quente e
úmido. Não tolera terrenos encharcados. O espaçamento é de 1 metro entre
plantas e 1 m entre fileiras, podendo ser maior se deixar a
planta por mais tempo. Não necessita de adubação, basta fazer correção e
preparar o solo; Colheita: colhem-se as folhas e
flores durante o período de floração. 70) Jurubeba (Solanum paniculatum) Multiplicação: sementes e estacas da
raiz; Cultivo: Não é exigente em solos.
Planta-se na primavera em terrenos preparados e adubados com húmus. O
espaçamento preferido é o de 2 metros entre plantas; Colheita: os frutos são colhidos no
outono e as raízes e folhas o ano todo. 71) Louro (Laurus
nobilis) Multiplicação: sementes e estacas; Cultivo: Não exigente em solos.
Responde bem a irrigação e a um solo bem preparado, drenado e sem acidez.
Planta-se no final da primavera e no verão em covas com 1,2m de distância
entre plantas. Colheita: colhem-se os frutos e as
folhas. 72) Mamona (Ricinus
communis) Multiplicação: por sementes; Cultivo: Não exige clima, prefere
solos orgânicos, profundos e secos. Responde a irrigação e a adubação
orgânica. Já existe diversos cultivares selecionados com
capacidade de produção variável, desenvolvidos em laboratórios agronômicos.
O espaçamento é de 2 metros entre plantas; Colheita: colhem-se as sementes
quando as bagas estiverem amadurecendo. 73) Sabugueiro (Sabucus nigra) Multiplicação: por sementes ou
estaquia da raiz ou galho; Cultivo: Não exige clima e sim solos
secos, profundos e fofos. Plantio deve ser em covas adubadas com húmus.
Planta-se de preferência na primavera; Colheita: cascas, raízes, flores,
folhas e frutos. Outras plantas com aspectos culturais
semelhantes: pitanga, chá da Índia, laranja da
terra, laranja brava, romã, jabuticaba, tuia, espinheira santa, urucum,
mirra, molulo, coco de dendê, cumanã,
cravo da índia, araçá, quina, aroeira, etc. e)- PLANTAS ARBÓREAS (ÁRVORES) Neste grupo usa-se
as técnicas de cultivo de reflorestamento. Onde as plantas exigem espaçamento
maior, variando de 6 a 15 metros. Podendo fazer um sistema de cultivo
consorciado, usando árvores em espaçamento de 20m X 20m e no intervalo usar
plantas arbustivas médias ou plantas menores que suportem ou exijam locais
sombreados, ou ainda o uso consorciado com plantas trepadeiras. V) Aspectos técnicos para o cultivo
de árvores medicinais PRIMEIROS CUIDADOS "Plantada sem maiores preocupações,
com um pouco de sorte pode até ser que você consiga uma bonita árvore. Agora,
com certos cuidados, as chances de sucesso são muito mais seguras". Não se entusiasme com mudas muito
grandes. As médias, com até 2 metros de altura, têm várias vantagens. São
mais baratas, se adaptam ao novo meio com maior facilidade e, além de tudo,
dão menos mão de obra, tanto na hora de transportar quanto de plantar.
Portanto tenha calma. Ficar com pressa de pouco adianta. Árvores ornamentais
quase sempre crescem rapidamente e costumam florir logo nos primeiros anos.
Agora, se o que você é sombra, certamente vai precisar de um pouco maios de paciência. E é bom prestar atenção. Antes de
levar qualquer muda para casa, procure fazer um check-up geral e compará-la
com outras da mesma espécie. Mudas com folhas miúdas podem denunciar raízes
doentes. Idem para exemplares "caneludos"(demasiadamente
altos e magros), ou com manchas nas folhas e perfurações nos ramos ou no
tronco. Todos estes sintomas podem resultar mais tarde em sérios problemas. FAZENDO AS MUDAS "A maioria das pessoas não costuma
fazer mudas de árvore. Compra mudas já desenvolvidas. Mesmo assim, não custa
conhecer um pouco os principais métodos de propagação". De todas as maneiras possíveis de reproduzir
plantas, três são as mais comumente usada quando se
fala de árvores.
ESTUFA OU VIVEIRO
ESTAQUIA
A estaquia é, talvez, o método mais
utilizado para propagar plantas. Sobretudo entre leigos. Trata-se,
simplesmente, de destacar um galhinho da planta e fazer dele uma muda. De
qualquer modo, o sucesso poderá ser melhor assegurado
se forem observados os seguintes detalhes: galhinho, que vai originar a nova
muda, deve ser retirado, de preferência, após o período de floração. A estaca
deve ter cerca de 20 centímetros de cumprimento e conter, pelo menos, 5 gemas
ou "olhos". As folhas devem ser retiradas da metade inferior da
estaca. As restantes, cortadas pela metade. Corte da base da estaca deve ser
feito em forma de chanfrado duplo, para facilitar o enraizamento.
O corte da outra extremidade, em chanfrado simples, de modo a evitar o
acúmulo de água. Mergulhar a extremidade inferior em hormônio enraizador, antes do plantio, apressa o processo e
assegura melhores resultados. Cobrir o vaso, em que a muda foi plantada, com
um saco plástico transparente, garante melhores condições de calor e umidade. MERGULIA É um método semelhante a estaquia. Só que na mergulhia você vai dobrar um broto
da árvore, próximo ao solo, curvando-o até uma cova previamente aberta, ou
ainda dentro de um vaso ou lata contendo terra misturada em composto orgânico.
Coloque terra sobre a parte do broto curvada dentro do vaso, tendo o cuidado
de deixar a ponta do broto fora do vaso. De 15 em 15 dias faz-se um pequeno
corte na parte do broto entre a árvore e o vaso, até a secção total da muda.
Com um mesmo broto pode-se fazer mais de uma muda, em uma única operação,
basta que o broto tenha flexibilidade suficiente. ALPORQUIA:
Este é um método usado há mais de
4.000 mil anos pelos chineses, sempre com excelentes resultados. Consiste em
incentivar o surgimento de raízes, na muda, ainda presa à planta-mãe. Daí
pode-se ter certeza que a mudinha "vai pegar". A melhor época para
fazer alporquia é no final da primavera ou início
do verão, quando a maioria das espécies entra numa fase de crescimento
acelerado e passa a produzir raízes mais rapidamente. Até porque quanto mais
alta for a temperatura ambiente, mais rápido será o enraizamento. Para multiplicar por alporquia,
faça o seguinte: 1- Selecione, para fazer o alporque,
uma extremidade de ramo lateral grande e saudável. 2- Calcule de 30 à
50 centímetros, a partir da ponta do ramo, e desfolhe uma parte, de modo a
ficar com área livre para trabalhar. 3- Não arranque as folhas. Pode-as
pela base, com o auxílio de uma tesoura ou faca afiada. 4- Faça uma incisão firme, de baixo
para cima, cortando uns 5 centímetros de comprimento da camada externa da
casca. Mas cuidado! Não deixe que a lâmina penetre mais do que a metade da
espessura do caule ou ramo 5- Recubra a superfície ferida com
pinceladas de hormônio enraizador. 6- O ferimento provocado por você não
pode ser fechado. Por isso, encaixe um pouco de musgo embaixo da lasca,
impedindo que ela se abaixe 7- Prenda um pedaço de plástico
transparente sob o corte, formando um saquinho, encha-o de musgo úmido ou
composto orgânico. 8- Faça uma bola de musgo em volta do
corte, feche a outra extremidade do saco e acabou esta parte. O tempo de enraizamento
varia de acordo com a espécie e com o vigor do exemplar. De qualquer modo, na
maioria dos casos, 8 semanas costuma ser o tempo necessário. E você
descobrirá este momento, quando constatar a presença de uma
porção de raízes esbranquiçadas dento do saco plástico. Quando houver bastantes raízes,
retire o plástico com cuidado e seccione o galho, com um facão afiado, logo
abaixo da bola de composto. Pronto, você tem nas mãos uma muda com quase 100%
de chance de "pegar". SEMENTES A propagação por sementes exige a
formação de sementeiras, que podem ser caixotes de madeira ou um simples vaso
contendo o substrato ideal para a germinação. Uma mistura que dá bons
resultados é conseguida usando-se uma parte de terra vegetal e uma parte de
areia. Pode-se, ainda, adicionar à essa mistura
outra parte de vermiculita, que oferece bons
resultados com relação à drenagem. O preparo da sementeira começa com a
camada de drenagem. No caso do caixote, com a colocação de pedras, cacos de
telha ou outro material nas frestas existentes entre as tábuas do fundo. Só
depois é que se coloca o substrato, que deve ser molhado generosamente antes
do plantio. Sementes grandes, como as de
sucupira, cumanã, pau-ferro, entre outras, devem ser enterradas numa profundidade equivalente a 2 ou 3 vezes
o tamanho da própria semente. Por exemplo: se uma semente tem cerca de
1 centímetro de diâmetro, depois de plantada, precisa ter por cima dela uma
camada de 2 a 3 centímetros de terra. Agora, sementes muito miúdas, como a de
eucalipto, devem ser espalhadas na superfície da sementeira e recobertas com
uma fina camada de terra. Feito isso, é só deixar a sementeira à meia-sombra
e manter as condições de umidade. Daí a algum tempo, as sementes germinarão. Ao surgirem as
mudinhas, proceda o desbaste, eliminando as mais fracas e dando um maior
espaçamento entre as plantas. Se for o caso, transplante-as para saquinhos
plásticos ou vasos individuais, que deverão ser regados regularmente e
mantidos à meia-sombra. A partir daí, logo que as mudas alcançarem entre 15 e
50 centímetros de altura, já podem ir para o local definitivo. COMO PLANTAR
Árvores precisam de uma boa base para
se desenvolver. Se o terreno tiver propensão para encharcamento,
faça uma cova de maior profundidade e coloque no fundo uma camada de
drenagem. Ou seja, cerca de uns 4 dedos de pedra britada, cacos de cerâmica
ou pedriscos. Misture à terra da cova uma boa quantidade de areia grossa de
construção. Se for o oposto. Isto é ,se o solo for muito arenoso, o caso
seria ajuntar terra boa de jardim e esterco ou composto. Em qualquer caso,
querendo melhorar a qualidade do solo, misture com a terra do fundo da cova
cerca de 200 gramas de farinha de osso e uns 400 gramas de torta de mamona. E
depois de instalar a árvore no lugar, acrescente à
terra, que vai em volta da muda, bastante esterco bem curtido ou composto
orgânico. É sempre uma boa idéia providenciar
um tutor de madeira para que a árvore cresça reta. Idealmente, aliás, este
tutor deve ser colocado com a cova ainda aberta, para que possa evitar que
ele machuque uma ou outra raiz. Mas só o prenda ao
tronco com amarrilhos, de arame no formato de um "8" deitado,
protegido por pedaços de mangueiras de borracha ou tiras de câmara de ar.
Isso vai ajudar sua árvore a crescer bonita e com formas bem equilibradas, já
que não precisará "lutar" com o peso da própria copa, nem contra o
vento. Em todo o caso, o toque final deve ser dado mesmo é pelas podas de
formação. REGAS
"Árvores têm raízes muito
longas, que escarafuncham o solo à procura de água e nutrientes. Mas isso só
é válido para árvores adultas". Uma árvore estabelecida só precisa de
irrigação durante a estiagem prolongada. Contudo, logo após o transplante, e
até o terceiro mês, a rega deve ser diária ou de 2 em 2 dias. Nos 3 meses
seguintes, você pode ir diminuindo essa freqüência aos poucos, de modo que, a
partir de um belo dia, deixe este trabalho a cargo da natureza. Regar pouco e
freqüentemente é ruim, porque esse procedimento estimula o enraizamento superficial. Resultado: a planta sofre muito
nas estiagens, porque o solo da superfície seca mais depressa que o do
subsolo. Pior, a fixação da árvore fica tão comprometida, que ela pode cair
com muito mais facilidade numa ventania. Na ventania. Na verdade, a água das
regas deve atingir de 50 a 60 centímetros de profundidade. Para tanto,
encharque bem o solo a copa. Observe a absorção, que deve ser rápida. Se a
drenagem for deficiente, vá com mais calma e regue menos da próxima vez. A irrigação por gotejamento facilita
o trato de árvores recém-plantadas, mas este sistema só vale a pena se forem
muitas, no mínimo umas 20 árvores. O equipamento é barato e pode ser
encontrado em casas especializadas. Um gotejador de
2 a 3 litros por hora é mais que suficiente para cada árvore. FERTILIZAÇÃO Seria bom, portanto, fertilizar suas
árvores pelo menos uma vez por ano. Existem dois sistemas de fertilização :
natural ou orgânica, e adubação química ou mineral. Vejamos, o sistema
natural. Pois, a adubação química não é aconselhada para árvores medicinais. O segredo da adubação orgânica está em fazer composto de restos
de vegetais), e neste misturar partes iguais de areia de rio ou terra
pura, assim: 1- Meça o diâmetro aproximado do
tronco da árvore e divida por 2,5. O resultado será a quantidade de buracos
que você deverá fazer no solo para preencher com o adubo. 2- Para determinar os locais dos
buracos, trace 2 círculos sob a copa da árvore. O primeiro, a 1/3 da
distância entre o tronco e a linha de perímetro da projeção da copa. O
segundo, com um raio 4 vezes maior que o primeiro. 3- Na área entre as duas linhas, faça
os buracos que vão receber o adubo. Para um tronco de 25 centímetros de
diâmetros de diâmetro, por exemplo, seriam feitos 10 buracos de adubação. 4- Em áreas gramadas, levante a placa
de grama, enterre um pé-de-cabra e alargue o furo com movimentos de rotação. 5- Com um funil, encha cada um dos
furos (de uns 50 centímetros de profundidade, mais ou menos) com a mistura de
areia com composto orgânico. Reassente a placa de grama e pronto. PODA DE FORMAÇÃO A chamada poda de formação tem por
objetivo emprestar à árvore uma boa arquitetura. É isso porque, não raro,
sempre vão surgindo brotinhos e ramos ali e acolá, que se deixados, acabarão
comprometendo a estética. Ramos indesejáveis, quando ainda brotos, podem ser
retirados com um simples beliscão. Agora, no caso de já haverem se
desenvolvido um pouco, recorra a uma tesoura comum. Só tome o cuidado de
observar se está devidamente limpa. É que muitas doenças vegetais são
transmitidas de uma planta para outra pelas tesouras de poda. Ou seja, se
você acabou de podar um galho doente, o ideal seria esterilizar a tesoura
antes de usá-la novamente, sob pena de correr o risco de propagar a doença. De maneira geral, árvores são pouco
susceptíveis a pragas e doenças. Mas uma coisa é essencial que você não
esqueça. Mas uma coisa é essencial que você não esqueça. Elas são seres
vivos. Portanto, como nós próprios, detectar, logo no início, possíveis problemas - e providenciar o tratamento - faz
uma enorme diferença. Às vezes, a simples remoção das partes afetadas resolve
a questão. Porém, se o problema persistir, não hesite em consultar um
agrônomo, o médico das plantas, que vai examinar sua árvore e indicar o
melhor tratamento. PODA DE GALHOS "As podas de árvores não são uma exigência natural do cultivo. Em geral, estão
relacionadas apenas com a estética, ou com a eliminação de galhos secos,
brotos ladrões ou ramos doentes, ou ainda com a colheita de folhas para
fitoterapia". Genericamente, pode-se dizer que
árvores com copa piramidal, fusiforme, cônica ou colunar não devem ser podadas. Como exemplo temos as
tuias, os ciprestes, os pinheiros e os álamos. Ter isso em mente pode ser a
resposta à dúvida constante sobre a necessidade ou não de fazer podas. Aliás,
é bom saber que podas indevidas podem trazer efeitos bastante desagradáveis.
Podem até, como se diz, aleijar uma árvore. Por isso, todo cuidado é pouco na
hora de realizar as podas. Antes de mais nada,
verifique sempre a sua real necessidade, utilize instrumentos adequados e
certifique-se de usar as técnicas apropriadas. Entre as ferramentas
utilizadas, dê preferência aos serrotes de poda, que possuam dentes afiados e
com "trava" regulada para cortar galhos com mais facilidade. Evite
utilizar machados ou tesouras de poda grande, não permitem lá uma boa
precisão no corte, resultado, quase sempre, em traumatismos desnecessários.
Por falar nisso, só use instrumentos bem afiados, para assegurar-se que os
tecidos vegetais serão efetivamente cortados e não mastigados. COMO PODAR Antes de mais nada, ao escolher o ramo a ser podado,
tome o cuidado de verificar o formato original da copa da árvore, para evitar
deformá-lo. No caso de galhos pesados, deve-se inicialmente fazer um
desbaste, eliminando alguns dos ramos daquele galho, para diminuir o peso.
Feito isso, proceda assim: 1- Faça uma incisão
na parte inferior do galho, já bem próximo ao tronco. Esse tipo de
corte evita que o galho se parta antes de termos terminado de cortá-lo. 2- Complete a poda, fazendo uma nova
incisão na face superior, até que o galho se seccione 3- Apare as bordas do corte com uma
face ou canivete bem afiado, e pincele com produtos protetores especiais.
Alternativas para estes produtos especiais são a parafina,
a cal virgem e os óleos vegetais anti-sépticos. Após a realização da poda, a árvore
produz uma substância serosa que protege a ferida da umidade excessiva. Esta
cera, juntamente com os tecidos da planta, endurecem formando uma camada
protetora denominada calo. Um último lembrete: poda incorreta costuma não
originar o calo, e sim tumores, que favorecem o surgimento de doenças ou
brotação excessiva dos ramos ( o chamado envassouramento). Tais ocorrências afetam o
desenvolvimento da planta, além de deixá-la disforme. TRANSPLANTE "Para a planta o trauma é
violento, mas esta é uma operação fundamental no cultivo. Vamos falar aqui
principalmente da remoção de árvores já desenvolvidas, que muitas vezes não
podem continuar onde estão". Normalmente uma árvore grande precisa
ter os galhos podados para ser removida, tanto pelo transporte quanto pela
brotação que não costuma acontecer nos ramos finos. Com serrote de poda bem
travado e afiado, corte só o necessário, procurando dar à futura copa uma
forma elegante. Os cortes devem ser lisos e bem acabados, sem lascas. Pinte
depois os tocos com um cicratizante apropriado,
como citado anteriormente. A melhor garantia de pegamento é um torrão firme, e isso depende do solo. O
solo ideal para a planta ( poroso e cheio de húmus )
é péssimo para o transplante. Nos viveiros comerciais as mudas crescem em
solo argiloso e pesado, que deixa a aparência das plantas até feias, mas
possibilita que o torrão saia perfeito. Quanto maior o torrão, mais rápida é
a resposta da planta. Mas ele precisa ter raízes estruturando todo o seu
volume. Diâmetro e forma devem ser proporcionais à copa. Para uma tuia de
copa larga e baixa, por exemplo, recomenda-se um torrão na forma de
"taça". Num ipê-roxo de 5 a 6 metros, o torrão
deve ter entre 80 e 90 centímetros nas 3 dimensões. Na hora de fazer o trabalho, para uma
árvore pequena a média, será necessário enxadão e machadinha, e se for
grande, principalmente com raízes superficiais, também um machado pesado. A
mistura de terra e raízes cega a ferramenta, que
precisa estar bem afiada, portanto, tenha à mão lima e pedra de amolar. Marque no solo o diâmetro do torrão,
e comece a cavar em volta uma trincheira circular. Alargue a trincheira por
fora, dando-lhe forma cônica. Chegando à profundidade desejada, estreite
ligeiramente a base do torrão. Pelo método da "sangria", o trabalho se interrompe aqui. Preencha a trincheira com terra fofa, areia ou palha seca. Retorne o trabalho um ou dois meses depois. Remova o material que preenchia a trincheira. Continue a cortar na base do torrão, de forma cada vez mais estreita e arredondada. Conforme o tamanho da planta será preciso um "empurrão" de um braço hidráulico para romper as últimas raízes e tombar a peça. A propósito, não esqueça de proteger o tronco com vários sacos de estopa no ponto de fixação da cinta |